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Filme: Pássaros de Verão

O filme Pássaros de Verão (Pájaros de Verano) retrata o Ciclo da Borracha, período em que uma das atividades era a extração do látex das seringueiras.

 

Gabriel Carvalho, colaborador do site Plano Crítico, analisou o filme Pássaros de Verão (Pájaros de Verano) – Colômbia, 2018. Confira alguns trechos do seu artigo que retrata o Ciclo da Borracha.

“Ciro Guerra já tratou anteriormente de temáticas similares às apresentadas em seu novo projeto, também comandado pela cineasta Cristina Gallego. Pois o seu O Abraço da Serpente, indicado ao Oscar de Filme Estrangeiro, explorava o vasto desmanche cultural que a presença de estrangeiros ocasionara no rico cenário amazônico.

Conhecimentos antigos e rituais passados, nesse caso, se perderam diante de um agressivo avanço territorial sobre as populações ameríndias, precisando resistir às missões catequizadoras e à exploração da borracha.

Enquanto isso, Pássaros de Verão avança sobre os territórios áridos do povo Wayuu, proveniente da península de La Guajira, no nordeste da Colômbia e noroeste da Venezuela. O Ciclo da Borracha – período em que uma das atividades econômicas centrais era a extração de látex das seringueiras -, é, portanto, substituído pelo nascimento do narcotráfico colombiano.

Entretanto, apesar do começo de um sistema criminoso ser retratado, os diretores estão mais interessados nos fins, especialmente nos fins das tradições e das culturas.”

Assista ao trailer aqui.

Em São Paulo, Pássaros de Verão está em cartaz no Espaço Itaú de Cinema (R. Augusta, 1475 - Cerqueira César).

Pássaros de Verão (Pájaros de Verano) – Colômbia, 2018

Direção: Ciro Guerra, Cristina Gallego

Roteiro: Maria Camila Arias, Jacques Toulemonde Vidal

Elenco: Carmiña Martínez, Natalia Reyes, Jhon Narváez, Greider Meza, José Vicente, José Acosta, Juan Bautista Martínez, Miguel Viera, Sergio Coen, Aslenis Márquez, José Naider, Yanker Díaz

Duração: 125 min.

 

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Fonte: Primeira Página, com informações do site Plano Crítico.

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