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Luiz Queiroz de Lima: a história do seringueiro de São Carlos do Madeira

Ele exerce a profissão no Distrito de São Carlos no baixo Madeira onde também fabrica sapato, saco, bornal, bolsa de tabaco etc., tudo de borracha.

 

No dia 16 de julho, o prefeito de Porto Velho entregou para a população o mini Museu do Seringueiro, que está funcionando no Parque Circuito, além da Casa do Seringueiro, que ganhou também um playground e uma academia ao ar livre.

Durante a solenidade, uma pessoa passou a concentrar a atenção do público presente, era o seu Luiz Queiroz de Lima que literalmente estava vestindo roupas próprias de um seringueiro com direito a poronga, saco de sarrapilha, facão, faca de seringa, caneca e outros apetrechos utilizados no corte da seringueira. Seu Luiz é seringueiro e exerce a profissão no Distrito de São Carlos no baixo Madeira onde também fabrica sapato, saco, bornal, bolsa de tabaco etc., tudo de borracha.

Para completar, seu Luiz fez uma demonstração de como se corta seringa para tirar o leite e até escalou uma seringueira sendo muito aplaudido.

“Nasci na Ilha da Brasileira que praticamente pertence ao Distrito de São Carlos no baixo Madeira, no dia 20 de fevereiro de 1951. As seringueiras que corto nos dias de hoje, ficam nas terras do Bianor, somos conterrâneos beradeiros. Meu pai, Napoleão Mendonça de Lima, era seringueiro e os filhos acompanham sua profissão”, disse em entrevista local.

De acordo com ele, fazia 20, 25 e até 30 quilos por semana, “dependia muito da estrada que a gente pegava, quando ela era boa você fazia muita borracha. Eu era considerado bom seringueiro. Cortei seringa durante 25 anos sem parar. Por algum tempo me dediquei à pesca profissional e passei 6 anos nessa profissão. Deixei porque fui trabalhar no governo em 1982. Fui contratado para trabalhar na administração do Distrito de São Carlos como auxiliar de serviços gerais."

Sr. Luiz conta que saía à 1h da madrugada para cortar seringa. “Não usava jamaxim, usava sarrapilha. Eu cortava, colocava o leite no encerado, amarrava a boca e colocava no saco de sarrapilha. Saia de madrugada para a estrada e quando dava seis, sete horas da manhã estava de volta. Nunca vi uma onça ou outro tipo de animal no meio da estrada de seringa. Cobra matei muita, mais outras feras nunca me importunaram. Muitas vezes quando dava por mim, tava em cima do monte da Pico de Jaca e eu pulava lá longe, graças a Deus nunca fui picado por cobra venenosa. Certa vez fui picado, as a cobra não tinha veneno, era uma "Surradeira".

A entrevista na íntegra pode ser lida aqui.

 

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Fonte: Primeira Página com informações do site News Rondônia.

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