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Embrapa desenvolve manual de heveicultura para o Acre

A disponibilidade de terras férteis e fisicamente apropriadas ao cultivo da seringueira cria um ambiente favorável ao reflorestamento dessa espécie.

 

Publicação da Embrapa aborda a história da seringueira e a heveicultura no estado do Acre. A seringueira (Hevea spp.) possui 11 espécies reconhecidas botanicamente. Dela se obtém a borracha natural usada na fabricação de centenas de produtos utilizados por toda a humanidade.

Com uma visão estratégica, a Inglaterra financiou a expedição de coleta de cerca de 70 mil sementes de Hevea spp. que foram levadas do Pará para o jardim botânico de Kew, em Londres. Posteriormente, plantas selecionadas e sem doenças foram enviadas para Java, Indonésia, fazendo florescer uma forte economia com base na heveicultura em países do sudeste asiático.

À época, países do continente americano não investiram no desenvolvimento de sistemas de produção capazes de suplantar as dificuldades do cultivo da seringueira em regiões tropicais com clima quente e úmido, na presença da principal doença, o mal-das-folhas-da-seringueira. Passadas algumas décadas, o Brasil também se engajou no objetivo de promover a heveicultura, havendo registro de orientação do governo federal nesse sentido a partir da primeira década do século 20, quando o País passou a importar a borracha natural de seringueira.

Com esforços diferenciados de pesquisa, transferência de tecnologia e extensão rural, inicialmente no âmbito federal, junto a companhias pneumáticas e posteriormente com governos estaduais, o Brasil desenvolveu a heveicultura de modo desigual internamente. A migração dessa atividade ocorreu para as regiões com intervalo de seca e frio (áreas não tradicionais de cultivo) que foram caracterizadas como zonas de escape às epidemias severas do mal-das-folhas-da-seringueira.

No Acre, a disponibilidade de terras férteis e fisicamente apropriadas ao cultivo da seringueira, a existência de plantas resistentes/tolerantes aos principais patógenos e de um período de seca coincidente com o reenfolhamento de clones de H. brasiliensis ou híbridos que herdaram essa característica, além das mudanças climáticas constatadas, criaram um ambiente favorável ao reflorestamento com essa espécie, como alternativa para a geração de renda ao agricultor, com vistas a sua emancipação econômica dentro do conceito de desenvolvimento sustentável.

Mais informações sobre a obra, no link.

 

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Fonte: Primeira Página com informações do site Embrapa.

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