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Publicado em:
8
4/2019

Novas tecnologias de produção de seringueiras da Amazônia

Pesquisa aponta que a árvore nativa pode voltar a ser uma importante fonte de produção e renda para as populações do Estado.



Metatags: Expobor, Borracha, Tecnologia, Produção, Seringueiras, Amazônia, Produtores Rurais
Érico Xavier/Fapeam.

O projeto “Novas tecnologias para a dinamização da produção da borracha natural no Amazonas”, que incluiu 24 municípios do Estado, foi desenvolvido nas Unidades Demonstrativas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), no Amazonas, por meio do Programa Estratégico de Transferência de Tecnologias para o Setor Rural (Pró-Rural), edital N° 001/2013, da Fapeam.


De acordo com o coordenador, Everton Rabelo Cordeiro, desde a década de 1920, os plantios de seringueiras na Amazônia são afetados por uma doença conhecida como o mal-das-folhas, causada pelo fungo Microcyclus ulei. O patógeno acomete as partes aéreas da planta e é um dos principais problemas fitossanitários no cultivo dessa espécie.


Identificada a infecção que ataca os seringais na região e causa 100% de perdas na produção, prejuízos e inviabilizava a expansão comercial, os pesquisadores deram início aos estudos científicos com intuito de gerar árvores altamente produtivas de seringueiras tricompostas geneticamente, resistentes a esse tipo de fungo fitopatogênico.


A técnica de melhoramento genético por meio da propagação da planta, com cruzamento entre espécies diferentes de seringueiras, é para selecionar os melhores clones da árvore e vencer o mal-das-folhas em plantios homogêneos.


Para o pesquisador, as seringueiras resistentes ao mal-das-folhas além de apoiar o setor produtivo com a geração de renda para comunidades do Amazonas, podem atenuar os impactos agroquímicos sobre o meio ambiente com a dispensa da utilização de defensivos agrícolas para combater o fungo Microcyclus ulei.


A borracha já foi o produto mais rentável da região Amazônica no século XIX, e é utilizada como matéria-prima pela indústria manufatureira na fabricação de inúmeros produtos como preservativos, pneus, luvas, mangueiras, acessórios para máquinas, elásticos, calçados, enfeites, joias, artefatos para cozinha e etc.


O novo modo de cultivo da seringueira deve permitir ao Estado dispor novamente da borracha natural como um importante produto para a economia do Amazonas, uma vez que se trata de uma planta nativa da região, e seu produto principal é uma das commodities que impulsionam a economia mundial.


A pesquisa se encontra na fase final, ou seja, etapa que consiste em testar os clones das seringueiras em diferentes localidades para verificar se o potencial produtivo das árvores se expressa em todas as zonas de plantio com a mesma singularidade.


O projeto alcançou 237 comunidades espalhadas em 24 dos 62 municípios do Amazonas. A partir do projeto, foram capacitados 26 técnicos para atuar com as novas tecnologias, 22 unidades demonstrativas de plantio foram instaladas (Borba, Canutama, Iranduba, Itacoatiara, Lábrea, Manacapuru, Maués, Novo Aripuanã, Santa Isabel do Rio Negro, Tabatinga e Manaus) e 2.292 seringueiros identificados.

Fonte: Primeira Página, com informações do site Em Tempo.


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