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Publicado em:
22
3/2019

Qual é o perfil do profissional para o trabalho remoto?

Pesquisa da SAP Consultoria RH mostrou que 80% das companhias brasileiras passaram a praticar o home office. Entre elas, 67% são multinacionais. Os dados são referentes tanto ao setor privado quanto ao público.



Metatags: Negócio, Autonomia, Home Office, Autônomo, Gestão
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O trabalho remoto pode parecer um sonho para muitos profissionais. Afinal, livrar-se do trânsito, ser dono do próprio tempo, reduzir o custo de vida e valorizar a produtividade são alguns dos benefícios dessa nova relação entre as empresas, seu capital humano e a tecnologia.


Os números são capazes de comprovar que essa é uma realidade cada vez maior entre as empresas brasileiras. A pesquisa Home Office Brasil, elaborada pela SAP Consultoria RH, mostrou que 80% das companhias brasileiras passaram a praticar o home office. Entre elas, 67% são multinacionais. Os dados são referentes tanto ao setor privado quanto ao público.


Mas, apesar das informações animadoras sobre o assunto, é importante esclarecer que nem todas as pessoas — e nem todas as atividades — são adequadas para o trabalho remoto. Também é preciso entender que ele não significa, necessariamente, fazer o serviço em casa. Confira as características essenciais para desempenhar bem suas funções:


Independência


Uma das principais características de quem pretende colocar em prática o trabalho remoto é a autonomia. O profissional que precisa do aval de um superior para desempenhar suas funções deve esquecer essa ideia ou se esforçar para tornar a mudança possível.


A independência é fundamental para que o trabalho seja organizado longe do escritório, sem precisar que um líder acompanhe todo o fluxo das tarefas desempenhadas. A boa notícia é que essa capacidade pode ser desenvolvida com o tempo, usando ferramentas que ajudam na comunicação com a equipe e na gestão dos processos ou da sua agenda.


Disciplina


Se, mesmo trabalhando em um escritório, muitas pessoas têm uma grande tendência a se distrair com redes sociais, sites de notícias, mensagens em grupos de WhatsApp e conversas paralelas, imagine fora dele, sem o olhar de um gestor?


É preciso ter autodisciplina para não cair na tentação de procrastinar. Ter um ambiente específico destinado ao trabalho remoto e organizar bem a agenda de tarefas são atitudes que ajudam na adaptação. O profissional tem que ser comprometido com os resultados que deve entregar à empresa ou ao cliente.


Pode parecer bobagem, mas essa disciplina começa na maneira como ele se veste e se comporta enquanto está trabalhando — mesmo estando sozinho, em casa.


Organização


A forma como o profissional mantém o seu ambiente de trabalho reflete o seu estado interior — e o contrário também é válido. Quem opta pelo home office precisa ser muito organizado e deixar a mesa arrumada, a fim de encontrar facilmente os materiais necessários para desenvolver suas funções.


Outro ponto de atenção é a separação entre a vida pessoal e profissional. Isso significa que qualquer pessoa pode atuar próxima dos filhos, por exemplo, mas deve criar mecanismos para que eles entendam e respeitem os horários. O mesmo vale para os amigos ou colegas que ocupam o mesmo espaço de coworking, se essa for a sua escolha.


Também entra nesse tópico a organização das tarefas, efetivamente. Elencar prioridades, elaborar agendas diárias, semanais e mensais com os objetivos são exemplos do que deve ser feito para que o trabalho remoto funcione bem para todos.


Gestão dos resultados


É preciso saber com clareza quais são os resultados esperados e entender que a gestão do desempenho deve ser um foco a ser perseguido continuamente. Nesse sentido, é importante entender como atuar em equipe, mesmo não estando presente na empresa. As reuniões e as ferramentas de comunicação e de gestão de processos em nuvem devem ser aliadas do profissional, para um melhor aproveitamento do tempo e da troca de informações.


Adequação emocional


Por fim, é preciso fazer uma autoanálise profunda antes de decidir que está apto a trabalhar à distância e entender se o profissional tem o perfil adequado para essa atuação fora do escritório. O trabalho remoto exige uma mudança de comportamento e das formas de interagir com as pessoas, para que funcione bem tanto para o empregado quanto para a empresa ou para o cliente que vai atender.


Um dos desafios, por exemplo, é o de saber lidar com a solidão. Por isso, é importante investir em encontros com os colegas de equipe, reuniões e participação em grupos corporativos por meio das redes sociais e aplicativos de mensagens.

Fonte: Primeira Página com informações do site Mutante BR.


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